Sou uma mulher emergindo em meio as araucárias.
Emergindo entre o tudo e o nada,
entre o sim e não.
Uma mulher que queria ser uma araucária,
ou uma araucária que ousou ser mulher ao máximo!
E pagou seu preço!
Usufruiu seus prazeres...
Mas parece que agora cansou e quer voltar a ser árvore,
dar frutos, se encher de pássaros...
Porque ser mulher da trabalho!
Sou uma mulher submergindo dentro de uma araucária.
Me enrraizando
e tentando tocar o céu.
Já fui uma árvore na Urca, mas ela secou e morreu.
Chorei,
porque ela tinha sido o auge da abundância!
Hoje sou só e plenamente araucária
e ela me é.
E juntas vamos seguindo,
emergindo e submergindo
mas nunca desistindo
sempre de pé!
E se eu caio ela me levanta,
se me desfaço ela me reinventa
e seja que vento for, resistimos juntas!
Lutando lado a lado...
Pacto selado pela serra!
Pacto que nunca se encerra,
quando eu so rio Preto...
Natasha Treuffar
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