Cada vez tenho menos paciência pras pessoas!
Na montanha, sou leoa
e nada soa
além da busca quieta e incessante.
Como é bom estar distante,
e tão perto de si.
Cada vez tenho menos paciência pro mundo!
Mergulho pra dentro, vou fundo...
voo além, fico aquém,
só em silêncio pleno mantro amém!
Me mantenho bem e mal,
a graça é ser dual!
E vou mais longe, bem perto.
Quando acerto, sou surreal!
Sou fractal e faísca,
isca plena
e adjunto de Jurema.
Sou bebida e sou sagrada,
sou o canto da Ema.
Na montanha encantada sou.
Só.
Som, sul, céu azul!
Cisne ou patinho feio...
Na verdade sou leoa!
Que entoa, nunca atoa.
Mesmo que pareça a esmo.
Sempre fugindo das pessoas,
sempre enamorada passionalmente da luz e das sombras...
Nada me assombra,
na montanha.
E é só soma!
Eu mais ela e ela mais eu.
E nada mais é preciso,
tudo é impreciso e precioso.
Meu dia é essencialmente ocioso!
Por isso meu corpo é gozo...
Aqui.
Em meu paraíso e meu inferno.
O fato é:
O barato é interno!
Natasha Treuffar
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